Última atualização 26 novembro, 2018 por Alberto Llopis
Qual foi o melhor objetivo na história da Espanha? Foi o início do que seria a Espanha do toque e do movimento. A grande Espanha que conquistaria o mágico trigêmeo Eurocopa-Copa do Mundo-Eurocopa. Foi o que aconteceu 13 outubro 2007 um Aarhus, Dinamarca, em uma partida de qualificação para o Euro 2008. A equipe de Luis Aragonés surpreendeu o mundo e deixou claras suas intenções com uma espetacular jogada coletiva que terminou com um golaço de Sergio Ramos.
A MELHOR AMOSTRA DO QUE FOI A MELHOR ESPANHA DA HISTÓRIA
Eram 75 segundos de jogo, 65 toques, vigarista 9 jogadoras (todos exceto Albelda e Casillas) da seleção interveniente na ação. Capdevila recuperou a bola e foi aí que começou a dança. Joan jogou pelo Xavi, que imediatamente procurou Joaquín, na área central. O de Puerto de Santamaria fez o percurso mais longo da peça. Após oito toques de bola, devolveu a bola para Xavi.
O de Terrassa fez uma dobradinha sua com Iniesta (três passes foram cruzados), em que nunca ultrapassaram três toques. O homem de La Mancha jogou pelo curto terceiro, Cesc, que jogou pela primeira vez para Carlos Marchena. A bola ia e voltava entre os campos dinamarquês e espanhol. Marchena jogou pelo Capdevila, no lado esquerdo. A lateral procurou Iniesta, que entre dois dinamarqueses deu lugar a Cesc, novamente no círculo central.
Até este ponto, já havia passado meio minuto de dança.. Fábregas deu lugar a Tamudo, que veio receber e jogou primeiro pelo Xavi, que jogou com Joaquín novamente, preso ao limão certo. As idas e vindas continuaram, o balanço.
A bola chegou a Ramos, quem devolveu para Cesc, só no centro, que finalizou a mudança de orientação, alargando Capdevila, que por sua vez procurou Marchena novamente.
O defesa-central sevilhano encontrou o seu Albiol, que estreou com o “Roja”. A coreografia estava comemorando seu segundo 45. A intervenção de Raúl resumiu-se num toque, com o qual ajudou Xavi, que mudou de marcha.
A quinta participação de Xavi foi a que desencadeou a torrente de futebol que levou ao golo. Xavi voltou, pela terceira vez, com Joaquim. O minuto acabou. O extremo, já no campo dinamarquês e ligeiramente caído para a direita, voltou para Xavi, aquele calcanhar reembolsado novamente para o jogador valenciano. Xavi cruzou a linha de pressão dinamarquesa sem bola. Enquanto, Joaquín avançou para Iniesta.
Este viu Ramos, Eu já estava pensando em desmarcar. Sergio jogou primeiro pelo Xavi, sem marca e perto da área. O culé controlou e deu lugar a Tamudo, que viu a chegada daquele de Camas, que assistiu ao primeiro toque. Ramos controlou e salvou a saída do gol ao colocar o peito do pé sob a bola.
Foi o melhor gol da história do “Roja”, e possivelmente um dos melhores de todos os tempos. simbolizava o futuro: toque, movimento, jogo coletivo e sucesso. Irrepetível
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