Última atualização 13 outubro, 2022 por Alberto Llopis
México 1986 Foi a Copa do Mundo de Maradona. Foi também de Platini, Zico, Butragueño, Gary Lineker, brilhantemente artilheiro do campeonato. Também de Rummenige, o Laudrup, incluindo Pfaff, mas acima de tudo foi um dos melhores campeonatos mundiais da história.
México 1986, A Copa do Mundo de Maradona
Nele, um homem levou seu time ao topo do futebol pela segunda vez em sua história. Nele, Deus se vestiu de jogador e surpreendeu o mundo com a maior das habilidades, com a maior das virtudes, com a técnica, com talento como bandeira. Maradona fez magia no México 86 num mês de junho que o elevou ao Olimpo dos jogadores de futebol.
A Copa do Mundo que seria realizada na Colômbia, mas terminou no México
Para começar, o México foi palco de um torneio do qual participaram 24 seleções e que estava programado para ser disputado na Colômbia. Porém, dificuldades económicas, pressões de marcas comerciais e uma enorme demanda da FIFA que incluía 12 estádios com capacidade mínima 40.000 pessoas para a primeira fase, 4 estádios com capacidade mínima 60.000 pessoas para a segunda fase, 2 estádios com capacidade mínima 80.000 pessoas para a partida de abertura e a final, instalação de torre de comunicação, finalmente fez o México assumir a liderança.

E a Colômbia rejeitou a organização pelo acima mencionado, mas também porque os membros da FIFA exigiam que as tarifas dos hotéis estivessem em 1986 a preço reduzido para eles, além de exigir a edição de um decreto que legalizasse a livre circulação de moedas internacionais no país, uma frota robusta de limusines à disposição dos diretores da entidade, uma rede ferroviária que permitiria a comunicação entre todas as sedes, aeroportos com capacidade para pousar aviões a jato em todos os locais e uma malha viária que permitisse a fácil circulação dos torcedores.. Quase nada.
Tudo isso levou à renúncia do país sul-americano e ao prêmio entregue aos astecas que dezesseis anos antes, em 1970, Eles organizaram uma edição cheia de emoções naquele que foi o A Copa do Mundo de Pelé e seu Brasil 70.
México 86 deixou alguns dos erros de arbitragem mais graves
A primeira fase do torneio quase não deixou surpresas. As grandes equipes entregaram e talvez o destaque tenha sido a vitória do Brasil sobre a Espanha em partida onde Michel fez um gol fantasma que não subiu no placar ou a grande atuação da Dinamarca de Laudrup, primeiro num grupo em que venceu a Alemanha (que passou em segundo lugar com uma única vitória) e venceu o Uruguai por 6-1.
Definitivamente, como costuma acontecer neste tipo de consultas, o melhor veio das oitavas de final. A “dinamite vermelha” dinamarquesa que surpreendeu a todos e a todos foi espancada impiedosamente pela Espanha numa tarde espetacular de Emilio Butragueño, autor de quatro gols em Quétaro que serviu para colocar os espanhóis nas quartas de final, assim como as outras grandes potências, exceto Itália, confortavelmente derrotado pela França por 2-0.
Uma quarta de final que traria vários dos momentos mais marcantes da história da Copa do Mundo. A Espanha caiu nos pênaltis contra a Bélgica depois de ter sido melhor. Um erro de Eloy Olalla condenou uma equipe que mais uma vez não conseguiu superar a barreira das quartas de final. A Alemanha teve que recorrer aos mesmos pênaltis para vencer o México, anfitriã brilhante com Hugo Sanches no palco como a cabeça mais visível.
Claro que os dois melhores jogos foram outros. Um deles, França-Brasil. Uma música para o futebol que, Claro, Também teve que ser resolvido no sorteio de penalidades. Uma rodada para a história devido aos fracassos de Platini, O famoso gol de Sócrates e Bellone, concedido após acertar a bola na trave e posteriormente no corpo do goleiro francês. No final das contas, a França sofreu a vitória, que chegou às semifinais pela segunda vez consecutiva.
Inglaterra-Argentina, a partida com o golaço de Maradona e a 'Mão de Deus'’
A outra parte merece um lugar de lado. Foi o jogo dos jogos. Precedido por uma guerra entre os dois países, Argentina e Inglaterra se enfrentaram no Estádio Azteca em uma memória indelével. Indelével porque naquele dia Maradona se vestiu de Deus para marcar o primeiro gol com a mão e porque nesse mesmo dia, aquela mesma “pipa cósmica” protagonizou a melhor jogada da história do futebol. Um pedaço de mais de 50 metros largando em seu próprio campo que lhes permitiu superar metade da seleção inglesa e marcar um dos mais belos gols de que se tem memória que serviu para colocar os albicelestes nas semifinais.
As semifinais certamente não foram as mais lembradas. Argentina e Alemanha vencem Bélgica sem grandes doses de futebol (dois gols de Maradona) e França para 2-0 e selaram uma final mais que interessante.
Argentina de Maradona, o campeão no México
Jogo definitivo que terminaria com um 3-2 favorável à Argentina com jogadores como Tatá Brown para o épico, enfrentando uma Alemanha comandada por grandes nomes como Os quartos, Mateus, Brehme ou Schumacher. Elenco impressionante de jogadores que foram mais uma vez dominados por um alienígena. Foi Maradona, o homem que fez México 86 um partido da Argentina e do qual se dizia que só seria capaz de vencer a Copa do Mundo. E tudo isso, apesar de ter Bilardo no banco e Valdano ou Burruchaga em campo.

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